Após acusação do PT, Meta nega favorecimento nas eleições
Por Samuel Lima
Crédito: Julian Christ/Unsplash
A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, disse que não interferiu nas eleições e que não toma partido de nenhum candidato.
A declaração veio depois que o PT acusou a empresa de prejudicar a campanha do presidente Lula, que tenta a reeleição, para beneficiar a campanha de Flávio Bolsonaro.
Segundo a Meta, a conta de anúncios da campanha de Lula caiu no dia 23 de setembro por engano e ficou fora do ar por pouco mais de uma hora. O motivo, segundo a empresa, foi uma análise antifraude que confundiu um anúncio com golpe envolvendo programa social do governo.
A empresa também falou sobre um bug nos Reels. Alguns vídeos de Lula apareceram com menos visualizações do que curtidas. A Meta diz que foi um problema global que durou 5 horas e afetou criadores em mais de 100 países.
"Nossos sistemas não classificam conteúdo por ideologia política", diz a nota.
Na quinta-feira (15), o ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, determinou que a empresa não interfira na distribuição de conteúdo eleitoral até o fim do segundo turno, com multa de R$ 500 mil por dia em caso de descumprimento.